Questão de PortuguêsInterpretação e Compreensão de Texto
- Banca:
- CETREDE
- Ano:
- 2019
- Modalidade:
- Múltipla escolha
- Código:
- Q989648
Só de oiro falso meus olhos se douram; Sou esfinge sem mistério no poente. A tristeza das coisas que não foram Na minha alma desceu veladamente.
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia, Gomos de luz em treva se misturam. As sombras que eu dimano não perduram, Como ontem para mim, hoje é distância.
Já não estremeço em face de segredo; Nada me aloira, nada me aterra A vida corre sobre mim em guerra, E nem sequer um arrepio de medo!
Sou estrela ébria que perdeu os céus, Sereia louca que deixa o mar; Sou templo prestes a ruir sem deus, Estátua falsa ainda erguida no ar... Mário de Sá Carneiro.
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Gabarito: Alternativa E.

