Questão de Língua PortuguesaPontuação
- Banca:
- FAFIPA
- Órgão:
- Prefeitura de Joaquim Távora
- Ano:
- 2026
- Cargo:
- Assistente em Administração
- Nível:
- Médio
- Modalidade:
- Múltipla escolha
- Código:
- GRAN-4318175
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.
Hiperconectividade e cobrança excessiva são combustíveis para adoecimento mental, diz psicóloga
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A saúde mental tornou-se um tema central em um contexto social marcado pela aceleração, hiperconexão e múltiplas exigências. Para discutir os desafios impostos por essa realidade, especialmente o uso excessivo de tecnologia, o g1 conversou com a psicóloga clínica Ana Grasieli Lustosa.
Em entrevista, a especialista desmistificou o conceito de saúde mental, alertou para os perigos do "adoecimento silencioso" e deu orientações sobre como manejar a relação com as telas e as cobranças do cotidiano.
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O que é (e o que não é) saúde mental
De acordo com a psicóloga, é importante entender que saúde mental não é a ausência de sofrimento. "Saúde mental na verdade é a gente conseguir lidar com os nossos sentimentos, com as nossas frustrações. Sofrer é humano, mas de uma forma que a gente não entra em colapso", explica Ana Grasieli. Ela critica a cobrança social por um estado de felicidade e equilíbrio constante. "A gente se cobra muito esse bem-estar o tempo inteiro, mas o sofrimento existe, e a gente tem que saber lidar com ele."
Ela enfatiza que todos os sentimentos têm uma função. "A ansiedade, a tristeza, a raiva, tudo isso tem uma função. Quando a gente está triste, a gente pensa melhor, a gente para, para refletir." O problema, segundo ela, surge no desequilíbrio e no excesso dessas emoções.
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Hiperconectividade: excesso de estímulos e comparação
Ana Grasieli afirma que uso excessivo de telas pode adoecer: "Isso acaba adoecendo porque a gente se compara o tempo todo com o que é perfeito, e não é real". Ela explica que o cérebro humano não foi preparado para o volume de informações e estímulos recebidos atualmente. "É muito estímulo para o nosso interno."
Como sinal de alerta para uma relação prejudicial com o celular, ela cita a nomofobia (medo de ficar desconectado) e comportamentos como ser a primeira e a última atividade do dia. "Quando você se vê realmente conectado o tempo inteiro, pegando na hora da refeição... é de manhã quando acorda, a primeira coisa é ver o celular... aí já é um sinal de alerta."
A especialista recomenda pausas intencionais ao longo do dia e a qualidade do uso em vez de focar apenas na quantidade. "É importante você se desconectar, tem gente que dorme com estímulo com a tela e aquilo bloqueia a substância que é importante para dormir."
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Com base no trecho: "A ansiedade, a tristeza, a raiva, tudo isso tem uma função", assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação dos substantivos e ao emprego das vírgulas.
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Gabarito: Alternativa B.

