Questão de PortuguêsInterpretação e Compreensão de Texto
- Banca:
- VUNESP
- Ano:
- 2025
- Modalidade:
- Múltipla escolha
- Código:
- Q3698372
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Ontem, no rádio do carro de aplicativo que peguei, ouvi a entrevista de um homem angolano que, pelo curto trajeto, nem deu tempo de eu saber o nome. A entrevistadora lhe perguntou sobre as expectativas para o Natal e o Ano Novo. Ele respondeu que tinha poucas, que Natal era festa para as crianças. Segundo ele, as crianças têm a bênção de se alegrarem com pouco e conseguirem esquecer com mais facilidade as dificuldades do ano, vivendo o momento presente, sem preocupação com as contas que viriam em janeiro. Eu sou mesmo uma criança, talvez porque eu ainda guarde as memórias dos natais da minha infância em família e viva por essas memórias. Em dezembro, nossa tradição era fazer compras, eu, minha mãe e minha irmã. Eu daria um braço para ouvir minha mãe reclamando mais uma vez da correria, do calor, da multidão, do preço das coisas, e ter minha irmã ao lado, me ajudando a escolher a roupa, na nossa intenção silenciosa de parecer muito diferente uma da outra, enquanto minha mãe, se dependesse dela, nos vestiria como se fôssemos gêmeas.
(Ana Paula Lisboa. Valeu, Natalina! https://oglobo.globo.com, 08.01.2025. Adaptado)
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que, ao falar do Natal, a autora Ontem, no rádio do carro de aplicativo que peguei, ouvi a entrevista de um homem angolano que, pelo curto trajeto, nem deu tempo de eu saber o nome. A entrevistadora lhe perguntou sobre as expectativas para o Natal e o Ano Novo. Ele respondeu que tinha poucas, que Natal era festa para as crianças. Segundo ele, as crianças têm a bênção de se alegrarem com pouco e conseguirem esquecer com mais facilidade as dificuldades do ano, vivendo o momento presente, sem preocupação com as contas que viriam em janeiro. Eu sou mesmo uma criança, talvez porque eu ainda guarde as memórias dos natais da minha infância em família e viva por essas memórias. Em dezembro, nossa tradição era fazer compras, eu, minha mãe e minha irmã. Eu daria um braço para ouvir minha mãe reclamando mais uma vez da correria, do calor, da multidão, do preço das coisas, e ter minha irmã ao lado, me ajudando a escolher a roupa, na nossa intenção silenciosa de parecer muito diferente uma da outra, enquanto minha mãe, se dependesse dela, nos vestiria como se fôssemos gêmeas.
(Ana Paula Lisboa. Valeu, Natalina! https://oglobo.globo.com, 08.01.2025. Adaptado)
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Gabarito: Alternativa B.

