Questão de PortuguêsMorfologia: classes de palavras
- Banca:
- IGEDUC
- Órgão:
- Prefeitura de Terezinha - PE
- Ano:
- 2026
- Modalidade:
- Múltipla escolha
- Código:
- QC-4015499
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Geração Z superou a obsessão dos millennials pela extrema magreza,
mas agora tem seu próprio problema: medo de envelhecer.
Setenta e nove por cento dos jovens já usam produtos antienvelhecimento,
apesar de não precisarem deles. Esse comportamento tem sido explorado tanto
pelos algoritmos das redes sociais quanto pela indústria cosmética.
Se há algo que podemos agradecer à Geração Z é ter dado uma reviravolta
no discurso do body positive para fazer com que criticar o peso alheio
se tornasse um tabu. A obsessão por tamanhos pequenos, que durante os anos 2000
virou um grave problema de saúde em todo o mundo graças ao impulso dos millennials,
desapareceu quase por completo do nosso dia a dia. Lamentavelmente, os jovens
da Gen Z preencheram esse vazio com uma nova obsessão.
Obcecados pela gerontofobia, o medo de envelhecer, a Geração Z
impulsionou uma obsessão pelo cuidado da pele que, ainda mais reforçada pelos
filtros das redes sociais, acabou desaguando no que especialistas passaram a
chamar de cosmitorexia. Diferentemente dos transtornos de comportamento
alimentar do passado, a mudança levou esses jovens a comprar e consumir
produtos cosméticos de forma compulsiva.
Não ajuda que os algoritmos das redes sociais tenham visto uma verdadeira
mina de ouro nas rotinas de beleza com dezenas de potinhos coloridos cheios de
cremes e séruns. Tampouco ajuda que, sob esse mesmo discurso, a indústria
cosmética esteja impulsionando o termo "prejuvenation" para
vender a ideia de que precisamos cuidar de rugas e imperfeições muito antes de
elas aparecerem.
No pior dos casos, o fenômeno deu origem ao que ficou conhecido como Sephora
Kids, uma legião de jovens e pré-adolescentes que utilizam cosméticos
antienvelhecimento de um jeito claramente insalubre. Estudos como o da Yale
Medicine alertam que o uso de certos ingredientes, como retinol ou vitamina
C, em peles ainda em desenvolvimento, longe de evitar que pareçam envelhecidas
no futuro, na verdade, pode acelerar o processo.
São mencionados produtos de renovação celular que, embora possam auxiliar
adultos a conferir à pele uma aparência menos envelhecida, podem, quando
utilizados por pessoas jovens e em altas concentrações, provocar queimaduras,
dermatites e eczemas crônicos, em razão da maior facilidade de absorção
decorrente da menor espessura da pele.
O fato de 79% dos jovens entre 7 e 17 anos terem recorrido a esse tipo de
produto depois de vê-lo nas mãos do influenciador da moda só evidencia que
transformar a pureza da pele em um símbolo de status social está longe de ser
um comportamento saudável nessas idades. Isso é ainda mais preocupante,
considerando que as impurezas, rugas e pelos permanecerão.
https://www.xataka.com.br/ciencia/a-geracao-z-superou-a-obsessao-dos-millennials-pela-extrema-magreza-agora-tem-seu-proprio-problema-medo-envelhecer-adaptado
visto uma verdadeira mina de ouro nas rotinas de beleza
com dezenas de potinhos coloridos cheios de cremes e
séruns."
Com base nas classes gramaticais, julgue as afirmativas:
I. Alguns substantivos, como 'redes', não apresentam
variação de gênero, constituindo-se apenas na forma
feminina. Exemplos semelhantes incluem 'guaraná',
'alface' e 'matinê', também empregados no feminino.
II. O adjetivo 'cheio', ao formar o grau superlativo absoluto sintético, apresenta duplicação da vogal 'i',
como em 'cheiíssimo'. Diferentemente, no vocábulo
'chique', não ocorre duplicação da vogal 'e'; para formar
o superlativo absoluto sintético, acrescenta-se '-érrimo',
resultando em 'chiquérrimo', grafado conforme a
norma-padrão.
III. A palavra 'que' pode pertencer a várias classes de
palavras. No trecho, o 'que' é classificado como
conjunção integrante, ao passo que em 'Que matéria
você está estudando', assume valor de pronome
adjetivo.
IV. O 'não' não possui a mesma classe gramatical do
vocábulo 'bastante' na frase 'Já há bastante livro na
prateleira', pois 'não' é advérbio de negação, enquanto
'bastante' indica abundância, funcionando como adjetivo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta as
proposições CORRETAS.

