Questão de PortuguêsSintaxe: termos da oração e período
- Banca:
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão:
- Prefeitura de Boa Vista - PB
- Ano:
- 2025
- Modalidade:
- Múltipla escolha
- Código:
- Q3714472
Texto associado
Texto CG1A1
A relação entre sustentabilidade e saúde não é nova.
Desde questões ocupacionais, passando pela qualidade do ar, da
água, do solo, do uso de pesticidas, resíduos perigosos e
radioativos, os impactos do modo de produção e consumo sobre o
meio ambiente têm sempre retornado ao ser humano na forma de
danos à saúde. As mudanças climáticas são um divisor de águas
nesse processo. Eventos extremos como ondas de calor, secas e
inundações modificam os habitats naturais, forçando animais a
migrarem para novas áreas. Essa movimentação aumenta as
chances de contato entre espécies, inclusive a humana, e facilita a
transmissão de patógenos. Além disso, as alterações climáticas
influenciam a distribuição de vetores, como mosquitos e
carrapatos, expandindo a área geográfica de doenças como a
malária e a dengue. Doenças crônicas, cardiovasculares e
respiratórias também são acentuadas por altas temperaturas e
poluição do ar.
Na linha das notícias aterradoras sobre o futuro, o
relatório Qualificando o impacto das mudanças climáticas na
saúde humana, lançado pelo Fórum Econômico Mundial em
janeiro de 2024, aponta que a mudança do clima pode causar até
14,5 milhões de mortes adicionais e perdas econômicas da ordem
de 12,5 trilhões de dólares ao redor do mundo até 2050. A
pressão sobre os sistemas de saúde será imensa, somando 1,1
trilhão de dólares em custos extras. Entre os impactos projetados,
79% relacionam-se a condições de saúde que se desenvolvem
após os eventos climáticos e afetam o bem-estar de indivíduos e
comunidades. Ainda, desastres climáticos e o sofrimento gerado
por eventos como ondas de calor extremas e o processo de
degradação dos ecossistemas exacerbam os riscos para aqueles
com transtornos mentais preexistentes, o que aumenta as taxas de
suicídio e internações hospitalares.
Assim, as novas gerações, que herdarão as consequências
mais duras das mudanças climáticas, estão experimentando um
aumento significativo de ansiedade, estresse e outros problemas
de saúde mental, conhecidos como ansiedade climática ou
ecoansiedade. O conceito é definido pela Associação Americana
de Psicologia (APA) como um medo crônico da destruição
ambiental, que varia de estresse leve a transtornos clínicos como
depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, e
pode envolver efeitos intergeracionais, em especial quando os
danos ambientais implicam a perda de um modo de vida ou
cultura. O sofrimento de crianças e adolescentes associa-se tanto
às
experiências da emergência climática atual quanto à
impossibilidade de imaginar futuros alternativos a distopias
socioambientais.
Internet: (com adaptações).
No texto CG1A1, o sujeito gramatical da oração “que se
desenvolvem após os eventos climáticos” (terceiro período do
segundo parágrafo) é

