Questão de PortuguêsEmprego do sinal indicativo de crase
- Banca:
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão:
- MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS DO ESTADO DO PARÁ
- Ano:
- 2019
- Cargo:
- Analista Ministerial – Especialidade: Controle Externo
- Modalidade:
- Múltipla escolha
- Código:
- CEBR-MPC-PA-19-SERVIDOR-MATRIZ-457-MPCPACG2-PAG-4-Q005
Texto CG2A1-I
Na década de 1960, o mundo passou por um aumento 1 populacional inédito devido à brusca queda na taxa de mortalidade, o que gerou preocupações sobre a capacidade dos países em produzir comida para todos. A solução encontrada 4 foi desenvolver tecnologia e métodos que aumentassem a produção. Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de 7 Economia, Amartya Sen, em seu livro Pobreza e Fomes, identificou a existência de populações com fome mesmo em países que não convivem com problemas de abastecimento. O 10 economista indiano traçou então, pela primeira vez, uma relação causal entre fome e questões sociais como pobreza e concentração de renda. Tirou, assim, o foco de aspectos 13 técnicos e mudou o tom do debate internacional sobre a questão e as políticas públicas a serem tomadas a partir daí. As últimas décadas foram de grande evolução no 16 combate à fome em escala global. Nos últimos 25 anos, 7,7% da população mundial superou o problema, o que representa 216 milhões de pessoas. É como se mais que toda a população 19 brasileira saísse da subnutrição em menos de três décadas. Contudo, 10,8% do mundo ainda vive sem acesso a uma dieta que forneça o mínimo de calorias e nutrientes necessários para 22 uma vida saudável, e 21 mil pessoas morrem diariamente por fome ou problemas derivados dela. Um estudo publicado em 2016 pela FAO 25 (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) mostra que a produção mundial de alimentos é suficiente para atender a demanda das 7,3 bilhões de pessoas 28 que habitam a Terra. Apesar disso, aproximadamente uma em cada nove dessas pessoas ainda vive a realidade da fome. A pesquisa põe em xeque toda a política internacional de combate 31 à subnutrição crônica colocada em prática nas últimas décadas. Em vez de crescimento da produção e ajudas momentâneas, surge agora como caminho uma abordagem territorial que 34 valorize e potencialize a produção local. Embora os números absolutos estejam caindo, o tema ainda é um dos mais delicados da agenda internacional. 37 Um exemplo da extensão do problema está na declaração dada em 2017 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), segundo a qual 1,4 milhão de crianças, de quatro 40 diferentes países da África — Nigéria, Somália, Iêmen e Sudão do Sul —, corre risco iminente de morrer de fome. A questão é tão antiga quanto complexa, e se conecta intrinsecamente 43 com a estrutura política e econômica sobre a qual o sistema internacional está construído. Concentração da renda e da produção, falta de vontade política e até mesmo desinformação 46 e consolidação de uma cultura alimentar pouco nutritiva são fatores que compõem o cenário da fome e da desnutrição no planeta. 49
Internet: <www.nexojornal.com.br> (com adaptações).
A correção gramatical do texto CG2A1-I seria preservada se fosse inserido sinal indicativo de crase em
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Gabarito: Alternativa A.

