Questão de PortuguêsInterpretação e Compreensão de Texto
- Banca:
- Instituto Consulplan
- Ano:
- 2025
- Modalidade:
- Múltipla escolha
- Código:
- Q3216737
O Jorge era, apesar de boêmio, um bom chefe de família. A sua mulher, que lhe sabia cavalheiro e bom marido, não se importava absolutamente com as suas extravagâncias. Eles viviam na maior paz e harmonia. Chegasse ele às dez, às onze ou às quatro horas da madrugada, a recepção era a mais cordial possível. Um dia pela semana santa, isto é, na quinta-feira da Paixão, Jorge chegou em casa e disse à mulher: – Eugênia, amanhã vou pescar e você me acorde cedo. Dona Eugênia recebeu a recomendação com todo o carinho e, no dia seguinte, logo pela manhã, pela madrugada, despertou o marido. Em chegando ao primeiro botequim, porém, abancou e pôs-se a beber. Comer e beber, a questão é começar; e ele tinha começado e continuou. Quando chegou aí pelo meio-dia, lembrou-se da pescaria que tinha prometido à mulher. – Como havia de ser? pensou ele de si para si. A canoa e os companheiros já deviam ter partido, e precisava levar os peixes. Entrou em uma confeitaria e comprou camarões, postas de peixe, siris, ostras, etc. Tomou o bonde e foi para casa. Entregou os embrulhos à mulher e foi dormir, tão cansado estava da pescaria. Às cinco horas, Dona Eugênia veio-lhe despertar. – Jorge! Jorge! Vem jantar. Ele ergueu-se e foi para a sala de refeições. Quando lá chegou e viu aqueles primores de confeitaria, perguntou à mulher: – Que diabo é isso? Estamos em piquenique? A mulher acudiu: – Isto é a pescaria que tu fizeste!
(Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/14915/a-pescaria. Acesso em: janeiro de 2024.)
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Gabarito: Alternativa D.

