Questão de PortuguêsFunções das palavras QUE, SE e Porquês
- Banca:
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão:
- Instituto Rio Branco
- Ano:
- 2025
- Modalidade:
- Certo ou Errado
- Código:
- Q3517725
Texto associado
psicanálise, no estruturalismo lévi-straussiano, na semiologia e
no pós-estruturalismo, não há mais plausibilidade para se pensar
em um humano típico do século XIX. Um ser volitivo e racional,
plenamente consciente de suas necessidades materiais e que age
movido por suas decisões voluntariosas com a finalidade de
atender a essas necessidades. Tudo muito coerente, porém
ficcional. A pessoa que pensamos desde o final do século XX é
bem diversa. Muito mais ambígua e inconsistente em seu agir no
mundo, um agir reativo ao seu meio em confronto com suas
vivências culturais. Atende a necessidades materiais e a
“necessidades” simbólicas, isto é, a desejos. Pensamos a pessoa
como um animal simbólico e desejante, uma estrutura movida
por algo bem mais complexo do que aquela simples e plena
consciência racional. Movimenta-se por algo que vai além de
suas necessidades biológicas. O desejo abarca a necessidade.
deseja por meio do simbólico. Movimenta-se por seus desejos,
fala seus desejos, deseja mediante a expressão simbólica. Fala
por significações desejantes. Trata-se de um ente constituído na e
pela linguagem, enlaçado socialmente pela linguagem. Não uma
linguagem como mera transmissão de ideias que já estariam na
consciência individual. Não uma linguagem como um simples
produto da mente racional e intencional que estaria meramente
expressando e comunicando pensamentos que a antecedem, mas
linguagem como produção, como processo de produção de ideias
desejantes. Uma linguagem considerada como laço societário.
Como aquilo que une um humano a outro, que os faz humanos e,
assim, os torna pessoas simbólico-desejantes. São sujeitos
sujeitados à linguagem. Cada pessoa fala seus desejos e se torna
sujeito desses desejos que a sujeitam.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto precedente, julgue o seguinte item.
Em suas ocorrências no sexto período do segundo parágrafo,
o vocábulo “que” classifica-se como pronome relativo e
funciona, assim como o vocábulo “a”, em “a antecedem”,
como elemento de coesão referencial.

