Questão de PortuguêsInterpretação e Compreensão de Texto
- Banca:
- INSTITUTO AOCP
- Órgão:
- IF-BA
- Ano:
- 2016
- Modalidade:
- Múltipla escolha
- Código:
- Q1394630
O “Adeus” de Teresa A vez primeira que eu fitei Teresa, Como as plantas que arrasta a correnteza, A valsa nos levou nos giros seus E amamos juntos E depois na sala “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala
E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”
Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . . E da alcova saía um cavaleiro Inda beijando uma mulher sem véus Era eu Era a pálida Teresa! “Adeus” lhe disse conservando-a presa
E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”
Passaram tempos sec’los de delírio Prazeres divinais gozos do Empíreo ...Mas um dia volvi aos lares meus. Partindo eu disse - “Voltarei! descansa!. . . Ela, chorando mais que uma criança,
Ela em soluços murmurou-me: “adeus!” Quando voltei era o palácio em festa! E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. Entrei! Ela me olhou branca surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa!
E ela arquejando murmurou-me: “adeus!”
Castro Alves.
Teresa A primeira vez que vi Teresa Achei que ela tinha pernas estúpidas Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada Os céus se misturaram com a terra E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas. Manuel Bandeira
Ver gabarito oficial
Gabarito: Alternativa A.

